25 de fevereiro de 2015

Por que não comer carne na quarta-feira de cinzas?

"SURGIU UM QUESTIONAMENTO ENTRE MEUS COLEGAS DE TRABALHO, 
O PORQUÊ DE NÃO SE INGERIR CARNE NA QUARTA-FEIRA DE CINZAS. 
GOSTARIA TER UMA EXPLICAÇÃO E SE É UM DOGMA DA IGREJA? "
(ROBERTO GOULART)

Roberto, antes de tudo, este não é um dogma da Igreja. É uma proposta para quem quer crescer na fé e no amor cristão.

O Missal Romano da Igreja Católica prescreve para a quarta-feira de cinzas e sexta-feira da Paixão o jejum e a abstinência.  

O jejum consiste em tomar uma só refeição diária completa, na hora de costume: pela manhã, ao meio-dia ou à tarde, com duas refeições leves no restante do dia.

A abstinência de carne, que consiste em não comer carne ou derivados, em alguns dias do ano, varia conforme determinação dos bispos locais.

Praticar a abstinência é privar-se de algo, não só de carne. Por exemplo, se temos o hábito diário de assistir televisão, fumar, etc, vale o sacrifício de abster-se destes itens nesses dias. 

A obrigação de se abster de carne começa aos 15 anos. A obrigação de jejuar, limitando-se a uma refeição principal e a duas mais ligeiras no decurso do dia, vai dos 21 aos 59 anos. 

Quem está doente (e também as mulheres grávidas) não estão obrigados a jejuar.
O jejum e a abstinência de carne se fazem para que nos lembremos de mortificar os nossos sentidos, orientando-os particularmente ao sincero arrependimento de nossos pecados.

Para o corpo fazemos tantos sacrifícios em vista da saúde e de uma boa forma. Para nosso espírito é necessário que também façamos algo para alimentá-lo e purificá-lo do pecado. “Todos pecamos, e todos precisamos fazer penitência”, afirma São Paulo.

A Quaresma – este tempo que vai da quarta-feira de cinzas até a Páscoa -  é um período de
renovação espiritual, de vida cristã mais intensa e de conversão, para uma vida nova em Cristo ressuscitado.

A Quaresma tem por objetivo primordial motivar à oração, à instrução religiosa e à caridade fraterna. Recomenda-se por isso a  leitura espiritual diária, particularmente da Paixão de Cristo, no Evangelho ou em outro livro de meditação. Recomendam-se ainda as  obras de misericórdia espirituais e corporais.


Quais são as Obras de Misericórdia?

“São ações com as quais ajudamos o próximo em suas necessidades corporais e espirituais ( Cf Is 58,6-7)”. 

O Catecismo da Igreja Católica assim as define, a partir do Evangelho: Mt 25, 31-46


Corporais
1. Dar de comer a quem tem fome.
2. Dar de beber a quem tem sede.
3. Vestir os nus.
4. Dar pousada aos peregrinos.

5. Assistir aos enfermos.
6. Visitar os presos.
7. Sepultar os mortos.

Espirituais
1. Dar bom conselho.
2. Ensinar os ignorantes.
3. Corrigir os que erram.
4. Consolar os tristes.
5. Perdoar as injúrias.
6. Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo.
7. Rogar a Deus por vivos e defuntos.

Que possamos aproveitar bem deste tempo para nosso crescimento na fé e no amor aos demais.
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22 de fevereiro de 2015

O que é Quaresma? - pergunta Antonio.

Antonio A.  pergunta sobre o sentido da Quaresma.


Antonio, Quaresma é período de quarenta dias em preparação para a Páscoa.
A quarta-feira de Cinzas marca o início da Quaresma para os cristãos. Este período  finda na quinta-feira santa, com o início do tríduo pascal.

Durante a Quaresma vive-se a Campanha da Fraternidade, neste ano abordando a necessidade de aproximação entre a Igreja e a sociedade. Lema de 2015 é "Eu vim para servir"

Com o tema "Fraternidade: Igreja e Sociedade", a campanha de 2015 deve buscar caminhos que intensifiquem a relação e a troca entre a Igreja e os diversos segmentos sociais. 

O papa Francisco enviou uma mensagem para a campanha deste ano enaltecendo o olhar para o ato de servir. Em trecho da mensagem, Francisco aponta que a Igreja “não pode ser indiferente às necessidades daqueles que estão ao seu redor”, sobretudo dos pobres e de todos os que sofrem.

Francisco denuncia «globalização de indiferença» que ignora sofrimentos da humanidade

O Papa desafia nesta Quaresma a Igreja e a sociedade a superar o “mar da indiferença” que ignora o sofrimento de milhões de pessoas em todo o mundo.

“Amados irmãos e irmãs, como desejo que os lugares onde a Igreja se manifesta, particularmente as nossas paróquias e as nossas comunidades, se tornem ilhas de misericórdia no meio do mar da indiferença”, escreve, na sua mensagem para este tempo litúrgico, que se iniciou na quarta-feira.

O texto admite que a “tentação da indiferença” se estende a todas as pessoas, perante a dimensão do mal com que se tem de confrontar.

“Estamos saturados de notícias e imagens impressionantes que nos relatam o sofrimento humano, sentindo ao mesmo tempo toda a nossa incapacidade de intervir. Que fazer para não nos deixarmos absorver por esta espiral de terror e impotência?”, questiona.

Segundo o Papa, está em causa uma “atitude egoísta de indiferença” que atingiu uma dimensão mundial, falando mesmo numa “globalização da indiferença”.

“Trata-se de um mal-estar que temos obrigação, como cristãos, de enfrentar”, apela.

A mensagem tem como título «Fortalecei os vossos corações», uma expressão retirada da Carta de São Tiago, um dos últimos livros da Bíblia.

Francisco diz que os cristãos têm de estar atentos aos problemas e às injustiças que os outros sofrem, rezando por eles e levando ajuda, “com gestos de caridade, tanto a quem vive próximo como a quem está longe”.

“A Quaresma é um tempo propício para mostrar este interesse pelo outro, através de um sinal – mesmo pequeno, mas concreto – da nossa participação na humanidade que temos em comum”, assinala.

O Papa sustenta que o sofrimento do próximo “constitui um apelo à conversão”, porque lembra a “fragilidade” da vida de cada uma, a sua “dependência de Deus e dos irmãos”.

“Se humildemente pedirmos a graça de Deus e aceitarmos os limites das nossas possibilidades, então confiaremos nas possibilidades infinitas que tem de reserva o amor de Deus e poderemos resistir à tentação diabólica que nos leva a crer que podemos salvar-nos e salvar o mundo sozinhos”, adianta.

O texto cita a encíclica ‘Deus caritas est’, do Papa emérito Bento XVI, para denunciar as “pretensões de onipotência” do ser humano e convidar à “formação do coração”.

“Ter um coração misericordioso não significa ter um coração débil. Quem quer ser misericordioso precisa de um coração forte, firme, fechado ao tentador mas aberto a Deus; um coração que se deixe impregnar pelo Espírito e levar pelos caminhos do amor que conduzem aos irmãos e irmãs; no fundo, um coração pobre, isto é, que conhece as suas limitações e se gasta pelo outro”, precisa.

Irmã Patrícia Silva, fsp
fspatricias@hotmail.com



7 de novembro de 2014

O que é Advento?

Raimunda:  Preciso saber algumas coisas sobre os comentários do mês do advento...

Raimunda, o advento é um tempo celebrado pela Igreja, aguardando o Natal, ou seja, a chegada do Deus feito gente. Há muito que se dizer sobre este tempo. Acompanhe:


O que é o Advento?

O Advento é tempo de espera.Espera de alguém que vem. Este alguém é o Filho de Deus que traz a salvação a todos. O Advento, do latim Adventus, significa "chegada", "vinda"; do verbo Advenire: "chegar a", "Início",  é o primeiro tempo do Ano litúrgico, que antecede o Natal.

A cor do Advento
A cor predominante do Advento é a cor roxa. Usa-se esta cor, como sinal de penitência e conversão, porém no 3° domingo, considerado domingo da alegria, pode-se usar o rosa. A cor dos paramentos do altar e das vestes do sacerdote é a roxa, como na Quaresma. 


Há cantos próprios para este tempo, há leitura bíblicas próprias, há símbolos especiais.

Cantos

1. Vem, Senhor Jesus, o mundo precisa de ti.

2. Como o sol nasce da aurora, de Maria nascerá,
aquele que a terra seca em jardim converterá.
Ó Belém abre seus braços ao pastor que a ti virá.
Emanuel Deus conosco, vem ao nosso mundo vem!

3. Chegou a hora
1. Chegou a hora de sonhar de novo, de tornar-se povo e se fazer irmão.
Chegou a hora que ligeiro passa de ganhar a graça para a conversão.  

Meu caro irmão, olha pra dentro do teu coração,
Vê se o Natal se tornou conversão e te ensinou a viver.  

2. Chegou a hora de viver o Cristo e acreditar que isto é se tornar maior.
Chegou a hora de pensar profundo e perceber que o mundo pode ser melhor.  

3. Será difícil tantas mãos unidas não fazer da vida um tempo sem igual.
Será difícil, tanto amor e afeto, não tornar concreto o gesto do Natal.

4. Da cepa brotou a rama
Da cepa brotou a rama,/ Da rama brotou a flor,/ 
Da flor nasceu Maria,/ De  Maria,  o Salvador (bis).   

1- O Espírito de Deus/ Sobre ele pousará/ De saber, de entendimento/ 

Este Espírito será/ De conselho e fortaleza/ De ciência e de temor/ 
Achará sua alegria/ No temor do seu Senhor.   

2- Não será pela ilusão/ Do olhar, do ouvir falar/ Que ele irá julgar os homens/ 

Como é praxe acontecer/ Mas os pobres desta terra/ Com justiça julgará/ 
E dos fracos o direito/ Ele é quem defenderá.   

3- A palavra de sua boca/ Ferirá o violento/ E o sopro de seus lábios/ 

Matará o avarento/ A justiça é o cinto/ Que circunda a sua cintura/ 
E o manto da lealdade/ É a sua vestidura.   

4- Neste dia, neste dia/ O incrível, verdadeiro/ Coisa que nunca se viu/ 

Morar lobo com cordeiro/ A comer do mesmo pasto/ Tigre e boi, burro e leão/ 
Por um menino guiados/ Se confraternizarão.   

5- Um menino, uma criança/ Com as feras a brincar/ E nenhum mal nenhum dano/ 

Mais na terra se fará/ Da ciência do Senhor/ Cheio o mundo estará/ 
Como o sol inunda a terra/ E as águas enchem o mar.   

6- Neste dia, neste dia/ O Senhor estenderá/ Sua mão libertadora/ 

Pra seu povo resgatar/ Estandarte para os povos/ O Senhor levantará/ 
A seu povo, a sua Igreja/ Toda a terra acorrerá.  

  5.  O Senhor está pra chegar

O Senhor está pra chegar,
já se cumpre a profecia;
o seu Reino então será liberdade e alegria.
E as nações, enfim, recebem, salvação a cada dia.

DAS ALTURAS ORVALHEM OS CÉUS, 
E DAS NUVENS, QUE CHOVA A JUSTIÇA, 
QUE A TERRA SE ABRA AO AMOR 
E GERMINE O DEUS SALVADOR!  (BIS)    
Vem de novo restaurar-nos. 
De que lado estará?
Indignado contra nós? E a vida, não darás?
Salvação e alegria, outra vez não trarás?  

Escutemos sua Palavra: é de paz que vai falar.
Paz ao povo e aos seus fiéis,
a quem dele se achegar.
Está perto a salvação e a alegria vai voltar.

6. Ó vem, Senhor
Ó vem, Senhor, não tardes mais! 
Vem saciar nossa Sede de Paz!   

1.   Ó vem, como chega a brisa do vento, 
Trazendo aos pobres justiça e bom tempo!  
2.   Ó vem, como a chuva no chão   
Trazendo fartura de vida e de pão!  
3.   Ó vem, como chega a luz que faltou   
Só tua palavra nos salva Senhor!  
4.   Ó vem, como chega a carta querida   
Bendito carteiro do Reino da Vida!  
5.   Ó vem, como chega o filho esperado   
Caminha conosco Jesus Bem amado!  
6.   Ó vem, como chega o Libertador   
Das mãos do inimigo nos salva Senhor

Período do Advento
O tempo do Advento abrange quatro semanas.
Em 2014, o Advento começa no domingo, 01 de dezembro, e se prolonga até a tarde do dia 24 de dezembro, quando começa propriamente o Tempo de Natal.
Podemos distinguir dois períodos.

No primeiro deles, que se estende desde o primeiro domingo do Advento até o dia 16 de dezembro, aparece com maior relevo o aspecto escatológico e nos é orientado à espera da vinda gloriosa de Cristo. As leituras da Missa convidam a viver a esperança na vinda do Senhor em todos os seus aspectos: sua vinda ao fim dos tempos, sua vinda agora, cada dia, e sua vinda há dois mil anos.

No segundo período, que abarca desde 17 até 24 de dezembro, inclusive, se orienta mais diretamente à preparação do Natal. Somos convidados a viver com mais alegria, porque estamos próximos do cumprimento do que Deus prometera. Os evangelhos destes dias nos preparam diretamente para o nascimento de Jesus.
Com a intenção de fazer sensível esta dupla preparação de espera, a liturgia suprime durante o Advento uma série de elementos festivos. Desta forma, na Missa já não rezamos o Glória. Se reduz a música com instrumentos, os enfeites festivos, as vestes são de cor roxa, a decoração da Igreja é mais sóbria.

Todas estas coisas são uma maneira de expressar que, enquanto dura nosso peregrinar, nos falta algo para que nosso gozo seja completo. E quem espera, é porque lhe falta algo. Quando o Senhor se fizer presente no meio do seu povo, haverá chegado a Igreja à sua festa completa, significada pela Solenidade do Natal.

Temos quatro semanas nas quais de domingo a domingo vamos nos preparando para a vinda do Senhor.

A primeira das semanas do Advento está centralizada na vinda do Senhor no final dos tempos. A liturgia nos convida a estar em vigília, mantendo uma especial atitude de conversão.

A segunda semana nos convida, por meio do Batista a “preparar os caminhos do Senhor”; isso é, a manter uma atitude de permanente conversão. Jesus segue chamando-nos, pois a conversão é um caminho que se percorre durante toda a vida.

A terceira semana preanuncia a alegria messiânica, pois já está cada vez mais próximo o dia da vinda do Senhor.

Finalmente, a quarta semana nos fala do advento do Filho de Deus ao mundo. Maria é figura central, e sua espera é modelo e estímulo da nossa espera.

Leituras bíblicas do Advento
Quanto às leituras das Missas dominicais, as primeiras leituras são tomadas de Isaías e dos demais profetas que anunciam a Reconciliação de Deus e, a vinda do Messias.
Nos três primeiros domingos se recolhem as grandes esperanças de Israel e no quarto, as promessas mais diretas do nascimento de Deus.
Os salmos responsoriais cantam a salvação de Deus que vem; são orações pedindo sua vinda e sua graça.
As segundas leituras são textos de São Paulo ou das demais cartas apostólicas, que exortam a viver em espera da vinda do Senhor.

De 16 a 24 de dezembro costuma-se fazer a Novena de Natal para preparar mais especificamente as festas do Natal.


Os temas  e a Coroa do Advento
São quatro os temas que se apresentam durante o Advento:

I Domingo
A vigilância na espera da vinda do Senhor. Durante esta primeira semana as leituras bíblicas são um convite com as palavras do Evangelho: “Vigiem e estejam preparados, pois não sabem quando chegará o momento”. É importante que, como uma família, tenhamos um propósito que nos permita avançar no caminho ao Natal; por exemplo, revisando nossas relações familiares. Como resultado deveremos buscar o perdão de quem ofendemos e dá-lo a quem nos tem ofendido para começar o Advento vivendo em um ambiente de harmonia e amor familiar. Desde então, isto deverá ser extensivo também aos demais grupos de pessoas com as quais nos relacionamos diariamente, na escola, no trabalho, com os vizinhos. Esta semana, em família da mesma forma que em cada comunidade paroquial, acenderemos a primeira vela da Coroa do Advento, de cor roxa, como sinal de vigilância e desejo de conversão.

II Domingo
A conversão, nota predominante da pregação de João Batista. Durante a segunda semana, a liturgia nos convida a refletir sobre a exortação do profeta João Batista: “Preparem o caminho, Jesus chega”. Qual poderia ser a melhor maneira de preparar esse caminho que busca a reconciliação com Deus? Na semana anterior nos reconciliamos com as pessoas que nos rodeiam; como próximo passo, a Igreja nos convida a buscar o Sacramento da Reconciliação (Confissão) que nos devolve a amizade com Deus que havíamos perdido pelo pecado. Acenderemos a segunda vela roxa da Coroa do Advento, como sinal do processo de conversão que estamos vivendo.
Durante esta semana vamos buscar nas diferentes igrejas mais próximas, os horários de confissões disponíveis,e participar deste sacramento,  para quando chegar o Natal, estejamos bem preparados interiormente, unindo-nos a Jesus e aos irmãos na Eucaristia.

III Domingo
O testemunho, que Maria, a Mãe do Senhor, vive, servindo e ajudando ao próximo. A sexta-feira anterior a esse Domingo é a Festa da Virgem de Guadalupe, e precisamente a liturgia do Advento nos convida a recordar a figura de Maria, que se prepara para ser a Mãe de Jesus e que além disso está disposta a ajudar e a servir a todos os que necessitam. O evangelho nos relata a visita da Virgem à sua prima Isabel e nos convida a repetir como ela: “quem sou eu para que a mãe do meu Senhor venha a visitar-me?"
Sabemos que Maria está sempre acompanhando os seus filhos na Igreja, pelo que nos dispomos a viver esta terceira semana do Advento, meditando sobre o papel que a Virgem Maria desempenhou. Vivemos a devoção a Maria, rezando o Terço em família. Acendemos como sinal de esperança alegre a terceira vela, de cor rosa, da Coroa do Advento.

IV Domingo
O anúncio do nascimento de Jesus feito a José e a Maria. As leituras bíblicas  dirigem seu olhar à disposição da Virgem Maria, diante do anúncio do nascimento do Filho dela e nos convidam a “aprender de Maria e aceitar Cristo que é a Luz do Mundo”. Como já está tão próximo o Natal, nos reconciliamos com Deus e com nossos irmãos; agora nos resta somente esperar a grande festa. Como família devemos viver a harmonia, a fraternidade e a alegria que esta próxima celebração representa. Todos os preparativos para a festa deverão ser marcados com o firme propósito de aceitar a Jesus nos corações. Acenderemos a quarta vela da Coroa do Advento, de cor roxa.




Em seguida, feita a preparação, vem o Natal, festa de Luz, de Vida, de Salvação, pois o Menino que nasce, Jesus, é o Deus conosco, o Emanuel!

25 de setembro de 2014

Como enfrentar as turbulências?

Sueli de Castro enviou a seguinte mensagem:
Olá 
Faço a Leitura Orante diária do Evangelho pelo Portal Paulinas e venho por meio desta solicitar, se possível, que me inclua em suas orações.
Sou da Comunidade Rainha dos Apóstolos.
Sei que meu pedido pode ser considerado ínfimo ou banal, face os problemas de outras pessoas, mas é a minha cruz.
Estou no último semestre  da faculdade de Pedagogia pela PUC. E tem sido um período bastante turbulento.
Devo apresentar o meu TCC e estou com bastante medo de uma possível reprovação.
O período de provas está se aproximando e as coisas parecem estar todas ao contrário.
Por isso eu peço, Irmã, que me inclua em suas orações.
Que Deus nos abençoe.
Meu abraço.


Sueli querida
Graça e Paz!
Já estamos rezando por você.
E por todos os que se encontram nesta mesma situação.
Seu pedido não é ínfimo, nem banal.
Este período é mesmo mais turbulento, agitado.
Veja, o que fez Pedro, ao se afundar no mar agitado?
Dirigiu-se a Jesus e lhe disse: “Senhor, salva-me!”
E Jesus lhe estendeu a mão e o ajudou, vencendo o medo e o perigo.
Sugiro-lhe então, duas coisas:
1ª Entregue-se, pessoalmente,  aos cuidados de Jesus. 
Deixe que ele cuide de você na turbulência.
2ª Entregue também seu TCC a Ele. Você já fez isto?
Ele fará os acertos necessários. O Espírito Santo iluminará seu trabalho.
Depois, com o abandono das “aves do céu” e a paz dos “lírios do campo”,
enfrente  a apresentação. Lembre-se: o Pai cuida de você!
Deixo-lhe uma mensagem do papa Francisco:
"Chegamos a ser plenamente humanos, quando somos mais do que humanos, 
quando permitimos a Deus que nos conduza para além de nós mesmos 
a fim de alcançarmos o nosso ser mais verdadeiro." 

Grande abraço
Deus a abençoe


20 de agosto de 2014

MOMENTO PARA MUITO CELEBRAR: 100 ANOS DA FAMÍLIA PAULINA

"Tudo nos vem de Deus! 

Tudo nos leva ao Magnificat!"

Foi no dia 20 de agosto de 1914, em um momento de oração e a bênção de uma minúscula tipografia que se iniciava a Família Paulina.

Uma grande família para uma grande missão, ou, no dizer de Pe. Tiago Alberione, “uma grande árvore ” com dez ramos.

Apóstolo da Comunicação
Tiago Alberione nasceu em São Lourenço de Fossano, na Itália, no dia 4 de abril de 1884. Na passagem do século 19 para o 20, estando em oração, Alberione sentiu que deveria fazer alguma coisa pelas pessoas do novo século. Foi um profeta que soube responder plenamente aos apelos de Deus. Sua resposta foi de extraordinária fecundidade para a Igreja e para o mundo. Alberione morreu no dia 26 de novembro de 1971 e foi declarado Bem-aventurado no dia 27 de abril de 2003 pelo Papa João Paulo II.

A espiritualidade paulina
A espiritualidade paulina, centrada em \"Jesus Mestre e Pastor, Caminho, Verdade e Vida\", é atualíssima e leva em consideração Jesus em sua totalidade e o ser humano na sua integralidade. Diante dos problemas atuais da humanidade, neste início de século e de milênio, nada melhor que enfrentá-los, buscando iluminação nas palavras e ações de Jesus. Ele sempre tem algo a ensinar, a cada dia, ao homem e à mulher que buscam a vida em plenitude. 

Em Maria, Rainha dos Apóstolos, temos o modelo para o equilíbrio entre a mística da vida e do trabalho apostólico. Ela, a primeira comunicadora de Jesus, é nossa inspiração e síntese de fé.

Paulo é o discípulo apaixonado por Jesus, no qual se inspirou Tiago Alberione. Ele é o nosso exemplo de ação missionária, nosso protetor e pai.

A partir de 1914 e 1915, surge a Família Paulina que concretiza o grande carisma acalentado no coração de Alberione: Viver Jesus Cristo, Mestre e Comunicador, Caminho, Verdade e Vida e anunciá-lo com os mais modernos e eficazes meios que o progresso humano oferecer. Para responder às novas exigências apostólicas vão surgindo através dos anos as diversas Congregações e Institutos da Família Paulina:10 vozes que anunciam o Evangelho

1914 - Sociedade São Paulo – Padres e Irmãos Paulinos
Nós, Paulinos, proclamamos o Reino de Deus na missão específica de anunciar o Evangelho na cultura da comunicação. Fomos fundados em 1914 pelo Bem-aventurado Tiago Alberione, na Itália, e hoje encontramo-nos nos cinco continentes.

Como consagrados, somos chamados a falar ao maior número possível de pessoas de forma atual e profunda. 

Somos Paulinos porque anunciamos o Evangelho do Mestre com a mesma ousadia do nosso pai e inspirador, São Paulo. 

O jovem, quando ingressa numa de nossas comunidades, já vive a missão paulina, de forma concreta, desde a sua chegada. É a missão que nos dá identidade na Igreja. 

Se você acredita que o anúncio do Evangelho com os meios de comunicação pode transformar o mundo, junte-se a nós e seja Paulino também.
Site: www.paulinos.org.br - E-mail: centrovocacional@paulinos.org.br


1915 - Filhas de São Paulo - Irmãs Paulinas
Nós, Irmãs Paulinas, somos chamadas e enviadas para viver e comunicar Jesus Cristo, Mestre Caminho, Verdade e Vida, na cultura da comunicação. Corno Irmãs comunicadoras de Jesus Cristo vivemos e realizamos nossa missão em comunidade. 

Nossa espiritualidade está centrada em Jesus Mestre, em Maria, Rainha dos Apóstolos e em São Paulo apóstolo, de quem aprendemos o ardor missionário. A Eucaristia e a Palavra são fontes para nossa espiritualidade paulina.

Como mulheres consagradas para o anúncio do Evangelho nos colocamos a serviço da Palavra de Deus. O fundador, Bem-aventurado Tiago Alberione nos deixou a herança missionária de fazer dos meios de comunicação nosso lugar e espaço de evangelização. Por isso, ele nos dizia: \"o rádio, a televisão, o microfone, os filmes... são nossos púlpitos (lugares de pregação). Os livros, as mensagens, as músicas, as livrarias são igrejas de onde anunciamos o Evangelho\". Realizamos juntas esta missão, colocando a comunicação a serviço da vida. 

Se você se sente chamada a entregar sua vida por esta causa, comunique-se conosco! 
Acesse nosso blog http://www.blogpaulinas.blogspot.com.br e e-mail: irmaspaulinas@hotmail.com

1917 - União dos Cooperadores Paulinos 
Padre Alberione, além das congregações religiosas e dos institutos, organizou leigos e leigas que estivessem estreitamente ligados à missão e à espiritualidade de suas fundações. 

Os Cooperadores Paulinos ajudaram as congregações nascentes em tudo aquilo que era necessário, participando de sua mística e missionariedade. No pensamento de Padre Alberione, os Cooperadores são benfeitores, sim, mas, ao mesmo tempo, pessoas que compartilham do mesmo ideal com os membros das várias fundações.

É formada por homens e mulheres, jovens e adultos - que acreditam no ideal e no valor do carisma paulino e prolongam, nos mais variados ambientes, os múltiplos apostolados da Família Paulina.

São chamados a viver o apostolado paulino em todas as dimensões: catequese, redação, inserção nos meios de comunicação, evangelização, inserção nas diversas pastorais, acreditando que o carisma paulino é atual e urgente e constitui um grande desafio para o mundo de hoje.
E-mail: cooperadores@paulinas.com.br

1924 - Discípulas do Divino Mestre
Nós, Irmãs Discípulas do Divino Mestre, cultivamos uma espiritualidade litúrgica, centrada na pessoa de Jesus Mestre que se faz presente na Palavra, na Eucaristia e na comunidade reunida. Assim como Maria e o apóstolo Paulo, vivemos nossa consagração em comunidades de oração e de atividades apostólicas, no seguimento de Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida. Nossa missão na Igreja se insere no amplo horizonte do sacerdócio dos batizados, dos ministérios litúrgicos e da pastoral litúrgica. Essa missão acontece também através da formação litúrgica e da produção de subsídios que colocam a arte e a criatividade a serviço da Liturgia. 

Se você sente no coração o desejo de consagrar sua vida a Deus, seguindo Jesus, venha nos conhecer, venha partilhar da nossa vida e da nossa missão. 
E-mail: vocacional@piasdiscipulas.org.br 

1938 - Irmãs de Jesus Bom Pastor (Irmãs Pastorinhas) 
Nós, Irmãs de Jesus Bom Pastor, temos como centro de nossas vidas a pessoa de Jesus Bom Pastor, Caminho, Verdade e Vida. Alimentamo-nos da Palavra de Deus e da Eucaristia. Vivemos em pequenas comunidades a consagração religiosa, a vida de oração, a partilha de vida e dos bens e a missão comum.

Com um carisma bem definido, participamos da missão de Cristo Pastor, na edificação e no crescimento das comunidades cristãs, em colaboração e reciprocidade com os padres, bispos e leigos na Igreja. 

Movidas pela compaixão do Jesus Bom Pastor, vivemos com simplicidade e disponibilidade nos lugares mais necessitados de evangelização, atuamos no anúncio da Palavra de Deus, na orientação bíblica, na catequese e liturgia, na formação de agentes de pastorais, nos movimentos populares e projetos sociais...

Você se sente atraída por esta missão? Entre em contato conosco! Venha ser Irmã Pastorinha, colocando sua vida a serviço de Deus e dos irmãos e irmãs na missão Pastoral. 
E-mail: vocacional@irmaspastorinhas.com.br

1959 - Instituto Rainha dos Apóstolos (Irmãs Apostolinas) 
No seguimento de Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida, sob o olhar da Rainha dos Apóstolos e no espírito de São Paulo, nós, Irmãs Apostolinas, somos chamadas e enviadas a anunciar o Deus que chama \"consumindo a vida pelas vocações\". 

Em nossa atuação pastoral, buscamos despertar a consciência de que todos somos vocacionadas e vocacionados. Ajudamos e acompanhamos as pessoas na descoberta e vivência de sua vocação e ministério na Igreja e no mundo para que o Reino de Deus aconteça entre nós. 

Na simplicidade, na fraternidade e na oração realizamos nossa missão por meio de encontros e retiros vocacionais, orientação vocacional, semanas vocacionais, exposição vocacional, experiência de oração, formação de lideranças, participação nas equipes de Pastoral Vocacional e por meio do Centro Vocacional. 

A você jovem, aberta à vida, ao amor, ao compromisso vocacional, o nosso convite: venha juntar-se a nós consagrando sua vida pelas vocações!
E-mail: apostolinas@hotmail.com

1960 - Institutos Seculares: 

Padre Alberione, em sua preocupação apostólica, buscou contemplar todas as pessoas. Assim deu início aos Institutos de Vida Secular Consagrada e à União dos Cooperadores Paulinos.

Instituto São Gabriel Arcanjo - Gabrielinos
É destinado a homens solteiros que, como leigos consagrados, exercem sua missão na sociedade, usando dos meios que têm ao seu alcance para tornar conhecido Jesus Mestre. 

Instituto Nossa Senhora da Anunciação - Anunciatinas 
Destina-se a mulheres que se consagram a Deus no ambiente da própria família. As Anunciatinas realizam sua missão onde vivem, tendo como suporte espiritual a herança deixada pelo Bem-aventurado Tiago Alberione.

Instituto Jesus Sacerdote
Destina-se a sacerdotes diocesanos que aspiram viver a espiritualidade e missão paulinas e proclamam, onde se encontram, nuanças dessa vivência.

Instituto Sagrada Família
Tem como fim a santificação da vida conjugal e familiar. Cada casal que participa do Instituto acolhe o dom dos votos de pobreza, castidade e obediência e busca testemunhar o Evangelho no ambiente onde vive e age.
E-mail: institutospaulinos@paulinos.org.br

Agradeça conosco este grande dom de Deus!
Irmã Patrícia Silva, fsp
patricia.silva@paulinas.com.br

28 de julho de 2014

Que significa ser "pobre de espírito"?

“Felizes os pobres no espírito, porque deles é o Reino dos Céus. Por favor, gostaria de uma explicação. Por que pobres no espírito? Não deveria ser ricos no espírito?
Renata
O que significa ser "pobre de espírito"? Pobre é o que ou quem não tem ou tem pouco do que é considerado necessário, vital. Pessoa carente, necessitada. 

Ser pobre de espírito é perceber-se e sentir-se espiritualmente vazio. É confiar somente em Deus que pode preencher esse nosso vazio. Reconhecendo-se pobre de espírito, a pessoa conhece a sua necessidade.
 
O não pobre de espírito é o "orgulhoso de espírito", auto-suficiente. Há pessoas que, com  atitudes, gestos, palavras e com a própria maneira de viver, diz "não preciso que ninguém me indique uma direção na vida. 
Posso viver muito bem sem qualquer padrão moral, uma fé ou uma fonte divina".
São "ricos no espírito", no sentido negativo, os que se bastam e não precisam de ninguém, nem de Deus.
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