3 de março de 2015

O que é a Páscoa?

João Carlos: Gostaria de entender melhor a Páscoa e seus símbolos

O que é a  Páscoa?
Páscoa é a solenidade da ressurreição de Jesus Cristo.
Jesus, que foi crucificado e morto na sexta-feira e teve seu corpo colocado em um sepulcro. Ressuscitou e está vivo no meio de nós.
A palavra Páscoa é de origem hebraica ( Pessach), e significa passagem, ou seja, passagem da morte para a vida.
Nos Evangelhos há vários textos que narram a Ressurreição. Seria bom lê-los:
Mc 16,1-8
Lc 24,1-12
Jo 20,1-10
Mt 28,1-10

Símbolos da Páscoa
Há diversos. Abordamos alguns deles.


LUZ

As luzes caracterizam as celebrações pascais. Nas comunidades religiosas e Igrejas, no sábado da vigília pascal com o fogo novo acende-se uma grande vela denominada círio pascal e com ele acendem-se todas as velas das pessoas presentes. O círio é símbolo de Jesus Cristo que comunica sua luz a todos os povos.

CÍRIO PASCAL

No círio há duas letras gregas - alfa e ômega - , a primeira e a última letra do alfabeto grego. O alfa representa o princípio e o ômega, o fim. Jesus disse: "Eu sou o princípio e o fim". E São Paulo dirá: "Jesus Cristo, ontem, hoje e sempre" (Hb 13,8).
No círio há ainda a indicação dos quatro algarismos do ano que está em curso, simbolizando a presença viva de Jesus junto a todos os povos do mundo, com união de fé e de esperança.
Neste ano os números serão 2011.

PEIXE

Peixe é um dos símbolos mais antigos. Os primeiros cristãos, ao se referirem a Jesus Ressuscitado, utilizavam a palavra peixe, escrita em grego: ICTYS. Assim, nas casas, nas roupas, nas conversas e nas catacumbas, a figura e a palavra peixe são encontradas. A relação com a Páscoa se acha neste detalhe da palavra  que aparece nos encontros de Jesus com os apóstolos após a Ressurreição (Jo 21,9) e (Lc 24,42-43).

SINOS
Os sinos festivos, que repicam na noite da Ressurreição, expressam de maneira solene e alegre no canto do Aleluia. Ns comunidades onde não existem sinos, utilizam-se CDs com gravações lindas de músicas com sinos. Veja CD Os sinos cantam 
- http://www.paulinas.org.br/loja/DetalheProduto.aspx?IDProduto=7443

VESTES BRANCAS
As vestes brancas e paramentos dos que presidem as celebrações, que se usam na Páscoa, recordam, em primeiro lugar os anjos, "personagens de vestes fulgurantes" (Lc 24, 4), que anunciaram a Ressurreição.

ALELUIA
O Cântico do Aleluia (HALLELUI-YAH ) que significa "louvor ao Senhor", é um dos símbolos mais expressivos da alegria da Ressurreição. É bastante conhecido o Aleluia de Haendel. Em todas as celebrações litúrgicas cantam-se Aleluias.

GIRASSOL

Maria Madalena encontrou Jesus ressuscitado num jardim. As flores alegres simbolizam o clima festivo da Páscoa. Dentre as flores, o girassol é um dos símbolos mais ricos em conteúdo.
Sempre
voltado para o sol, do nascente ao poente, o girassol é símbolo dos cristãos, que vivem sua fé na Ressurreição, voltados e recebendo luz do Sol-Cristo. De Cristo Luz recebem força, calor, motivações e vida.

O CORDEIRO


Simboliza Cristo, oferecido em sacrifício em favor do seu rebanho. Jesus é apresentado por João Batista como o Cordeiro de Deus que salva. E também, Jesus se diz o Bom Pastor.

O PÃO E O VINHO

Simbolizam o corpo e o sangue de Jesus, oferecido aos seus discípulos, na Ceia Pascal. Veja o texto bíblico em Marcos 14,22-26.

OVO DE PÁSCOA

O ovo é um símbolo de Vida nova, de vida que está para nascer. Lembra o túmulo fechado em que Jesus morto foi colocado. Três dias depois Ele  ressuscitou. Disse o Anjo às mulheres: "Ressuscitou, não está aqui" (Mc 16,6).


COELHO

O coelho é um animal bastante fecundo, capaz de gerar em grande quantidade.
É símbolo da Páscoa que acontece dentro da comunidade também fecunda de vida da graça de Deus. Esta fecundidade fundamenta-se nas palavras de Jesus Ressuscitado aos apóstolos: "Ide por todo o mundo, proclamando a boa notícia a toda a humanidade!" (Mc 16,15).

CARTÕES

Os cartões levam mensagem de alegria e de vida para quem os recebe. Simbolizam os mensageiros (anjos) que anunciaram a ressurreição de Jesus. Quem envia um cartão de Páscoa é uma mensageiro desta Vida Nova! Podem ser enviados cartões impressos ou virtuais. Acesse e envie cartões com belas mensagens em: http://www.paulinas.org.br/cartoes/plHomeCartoes.aspx?idTipo=54

MÚSICA
As alegres músicas de Páscoa desde as clássicas até as populares comunicam também o anúncio feliz da Vida que é Jesus. Recordem-se: Aleluia de Haendel, as inúmeras Bênçãos Pascais, no CD Ação de Graças no Dia do Senhor - Ciclo de Natal- Ciclo Pascal- Tempo Comum. Acesse: http://www.paulinas.org.br/loja/DetalheProduto.aspx?IDProduto=2747
O CD Cuida bem da Palavra, Pe. Zezinho, scj traz a música Ressurreição que está num clip neste blog.


MENSAGEM

É PÁSCOA!
Páscoa é passagem!
Passagem para onde?
As autoridades do tempo
pensavam ter eliminado a comunicação com Jesus.
Calaram sua voz.
Paralisaram seus gestos.
Anularam suas expressões e o colocaram num túmulo.
Apagaram sua presença.
Poucos perceberam.
Poucos creram, mas na verdade Jesus passou para a "outra margem"!
Jesus criou uma EXPRESSÃO NOVA DE VIDA!
A "outra margem" é a estrada de Emaús
por onde caminha com dois discípulos.
A "outra margem" é a praia do mar da Galileia, onde,
VIVO, ele prepara o peixe
para a partilha com os amigos.
A "outra margem" é a presença viva no Cenáculo,
onde rompe os limites das portas
e dos corações fechados pelo medo!
A "outra margem" é
construção de vida que se faz hoje,
a partir da comunicação libertadora.
Hoje é a passagem para a "outra margem"!
Hoje é PÁSCOA!





Ir. Patrícia Silva, fsp

25 de fevereiro de 2015

Por que não comer carne na quarta-feira de cinzas?

"SURGIU UM QUESTIONAMENTO ENTRE MEUS COLEGAS DE TRABALHO, 
O PORQUÊ DE NÃO SE INGERIR CARNE NA QUARTA-FEIRA DE CINZAS. 
GOSTARIA TER UMA EXPLICAÇÃO E SE É UM DOGMA DA IGREJA? "
(ROBERTO GOULART)

Roberto, antes de tudo, este não é um dogma da Igreja. É uma proposta para quem quer crescer na fé e no amor cristão.

O Missal Romano da Igreja Católica prescreve para a quarta-feira de cinzas e sexta-feira da Paixão o jejum e a abstinência.  

O jejum consiste em tomar uma só refeição diária completa, na hora de costume: pela manhã, ao meio-dia ou à tarde, com duas refeições leves no restante do dia.

A abstinência de carne, que consiste em não comer carne ou derivados, em alguns dias do ano, varia conforme determinação dos bispos locais.

Praticar a abstinência é privar-se de algo, não só de carne. Por exemplo, se temos o hábito diário de assistir televisão, fumar, etc, vale o sacrifício de abster-se destes itens nesses dias. 

A obrigação de se abster de carne começa aos 15 anos. A obrigação de jejuar, limitando-se a uma refeição principal e a duas mais ligeiras no decurso do dia, vai dos 21 aos 59 anos. 

Quem está doente (e também as mulheres grávidas) não estão obrigados a jejuar.
O jejum e a abstinência de carne se fazem para que nos lembremos de mortificar os nossos sentidos, orientando-os particularmente ao sincero arrependimento de nossos pecados.

Para o corpo fazemos tantos sacrifícios em vista da saúde e de uma boa forma. Para nosso espírito é necessário que também façamos algo para alimentá-lo e purificá-lo do pecado. “Todos pecamos, e todos precisamos fazer penitência”, afirma São Paulo.

A Quaresma – este tempo que vai da quarta-feira de cinzas até a Páscoa -  é um período de
renovação espiritual, de vida cristã mais intensa e de conversão, para uma vida nova em Cristo ressuscitado.

A Quaresma tem por objetivo primordial motivar à oração, à instrução religiosa e à caridade fraterna. Recomenda-se por isso a  leitura espiritual diária, particularmente da Paixão de Cristo, no Evangelho ou em outro livro de meditação. Recomendam-se ainda as  obras de misericórdia espirituais e corporais.


Quais são as Obras de Misericórdia?

“São ações com as quais ajudamos o próximo em suas necessidades corporais e espirituais ( Cf Is 58,6-7)”. 

O Catecismo da Igreja Católica assim as define, a partir do Evangelho: Mt 25, 31-46


Corporais
1. Dar de comer a quem tem fome.
2. Dar de beber a quem tem sede.
3. Vestir os nus.
4. Dar pousada aos peregrinos.

5. Assistir aos enfermos.
6. Visitar os presos.
7. Sepultar os mortos.

Espirituais
1. Dar bom conselho.
2. Ensinar os ignorantes.
3. Corrigir os que erram.
4. Consolar os tristes.
5. Perdoar as injúrias.
6. Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo.
7. Rogar a Deus por vivos e defuntos.

Que possamos aproveitar bem deste tempo para nosso crescimento na fé e no amor aos demais.
<br>

22 de fevereiro de 2015

O que é Quaresma? - pergunta Antonio.

Antonio A.  pergunta sobre o sentido da Quaresma.


Antonio, Quaresma é período de quarenta dias em preparação para a Páscoa.
A quarta-feira de Cinzas marca o início da Quaresma para os cristãos. Este período  finda na quinta-feira santa, com o início do tríduo pascal.

Durante a Quaresma vive-se a Campanha da Fraternidade, neste ano abordando a necessidade de aproximação entre a Igreja e a sociedade. Lema de 2015 é "Eu vim para servir"

Com o tema "Fraternidade: Igreja e Sociedade", a campanha de 2015 deve buscar caminhos que intensifiquem a relação e a troca entre a Igreja e os diversos segmentos sociais. 

O papa Francisco enviou uma mensagem para a campanha deste ano enaltecendo o olhar para o ato de servir. Em trecho da mensagem, Francisco aponta que a Igreja “não pode ser indiferente às necessidades daqueles que estão ao seu redor”, sobretudo dos pobres e de todos os que sofrem.

Francisco denuncia «globalização de indiferença» que ignora sofrimentos da humanidade

O Papa desafia nesta Quaresma a Igreja e a sociedade a superar o “mar da indiferença” que ignora o sofrimento de milhões de pessoas em todo o mundo.

“Amados irmãos e irmãs, como desejo que os lugares onde a Igreja se manifesta, particularmente as nossas paróquias e as nossas comunidades, se tornem ilhas de misericórdia no meio do mar da indiferença”, escreve, na sua mensagem para este tempo litúrgico, que se iniciou na quarta-feira.

O texto admite que a “tentação da indiferença” se estende a todas as pessoas, perante a dimensão do mal com que se tem de confrontar.

“Estamos saturados de notícias e imagens impressionantes que nos relatam o sofrimento humano, sentindo ao mesmo tempo toda a nossa incapacidade de intervir. Que fazer para não nos deixarmos absorver por esta espiral de terror e impotência?”, questiona.

Segundo o Papa, está em causa uma “atitude egoísta de indiferença” que atingiu uma dimensão mundial, falando mesmo numa “globalização da indiferença”.

“Trata-se de um mal-estar que temos obrigação, como cristãos, de enfrentar”, apela.

A mensagem tem como título «Fortalecei os vossos corações», uma expressão retirada da Carta de São Tiago, um dos últimos livros da Bíblia.

Francisco diz que os cristãos têm de estar atentos aos problemas e às injustiças que os outros sofrem, rezando por eles e levando ajuda, “com gestos de caridade, tanto a quem vive próximo como a quem está longe”.

“A Quaresma é um tempo propício para mostrar este interesse pelo outro, através de um sinal – mesmo pequeno, mas concreto – da nossa participação na humanidade que temos em comum”, assinala.

O Papa sustenta que o sofrimento do próximo “constitui um apelo à conversão”, porque lembra a “fragilidade” da vida de cada uma, a sua “dependência de Deus e dos irmãos”.

“Se humildemente pedirmos a graça de Deus e aceitarmos os limites das nossas possibilidades, então confiaremos nas possibilidades infinitas que tem de reserva o amor de Deus e poderemos resistir à tentação diabólica que nos leva a crer que podemos salvar-nos e salvar o mundo sozinhos”, adianta.

O texto cita a encíclica ‘Deus caritas est’, do Papa emérito Bento XVI, para denunciar as “pretensões de onipotência” do ser humano e convidar à “formação do coração”.

“Ter um coração misericordioso não significa ter um coração débil. Quem quer ser misericordioso precisa de um coração forte, firme, fechado ao tentador mas aberto a Deus; um coração que se deixe impregnar pelo Espírito e levar pelos caminhos do amor que conduzem aos irmãos e irmãs; no fundo, um coração pobre, isto é, que conhece as suas limitações e se gasta pelo outro”, precisa.

Irmã Patrícia Silva, fsp
fspatricias@hotmail.com



7 de novembro de 2014

O que é Advento?

Raimunda:  Preciso saber algumas coisas sobre os comentários do mês do advento...

Raimunda, o advento é um tempo celebrado pela Igreja, aguardando o Natal, ou seja, a chegada do Deus feito gente. Há muito que se dizer sobre este tempo. Acompanhe:


O que é o Advento?

O Advento é tempo de espera.Espera de alguém que vem. Este alguém é o Filho de Deus que traz a salvação a todos. O Advento, do latim Adventus, significa "chegada", "vinda"; do verbo Advenire: "chegar a", "Início",  é o primeiro tempo do Ano litúrgico, que antecede o Natal.

A cor do Advento
A cor predominante do Advento é a cor roxa. Usa-se esta cor, como sinal de penitência e conversão, porém no 3° domingo, considerado domingo da alegria, pode-se usar o rosa. A cor dos paramentos do altar e das vestes do sacerdote é a roxa, como na Quaresma. 


Há cantos próprios para este tempo, há leitura bíblicas próprias, há símbolos especiais.

Cantos

1. Vem, Senhor Jesus, o mundo precisa de ti.

2. Como o sol nasce da aurora, de Maria nascerá,
aquele que a terra seca em jardim converterá.
Ó Belém abre seus braços ao pastor que a ti virá.
Emanuel Deus conosco, vem ao nosso mundo vem!

3. Chegou a hora
1. Chegou a hora de sonhar de novo, de tornar-se povo e se fazer irmão.
Chegou a hora que ligeiro passa de ganhar a graça para a conversão.  

Meu caro irmão, olha pra dentro do teu coração,
Vê se o Natal se tornou conversão e te ensinou a viver.  

2. Chegou a hora de viver o Cristo e acreditar que isto é se tornar maior.
Chegou a hora de pensar profundo e perceber que o mundo pode ser melhor.  

3. Será difícil tantas mãos unidas não fazer da vida um tempo sem igual.
Será difícil, tanto amor e afeto, não tornar concreto o gesto do Natal.

4. Da cepa brotou a rama
Da cepa brotou a rama,/ Da rama brotou a flor,/ 
Da flor nasceu Maria,/ De  Maria,  o Salvador (bis).   

1- O Espírito de Deus/ Sobre ele pousará/ De saber, de entendimento/ 

Este Espírito será/ De conselho e fortaleza/ De ciência e de temor/ 
Achará sua alegria/ No temor do seu Senhor.   

2- Não será pela ilusão/ Do olhar, do ouvir falar/ Que ele irá julgar os homens/ 

Como é praxe acontecer/ Mas os pobres desta terra/ Com justiça julgará/ 
E dos fracos o direito/ Ele é quem defenderá.   

3- A palavra de sua boca/ Ferirá o violento/ E o sopro de seus lábios/ 

Matará o avarento/ A justiça é o cinto/ Que circunda a sua cintura/ 
E o manto da lealdade/ É a sua vestidura.   

4- Neste dia, neste dia/ O incrível, verdadeiro/ Coisa que nunca se viu/ 

Morar lobo com cordeiro/ A comer do mesmo pasto/ Tigre e boi, burro e leão/ 
Por um menino guiados/ Se confraternizarão.   

5- Um menino, uma criança/ Com as feras a brincar/ E nenhum mal nenhum dano/ 

Mais na terra se fará/ Da ciência do Senhor/ Cheio o mundo estará/ 
Como o sol inunda a terra/ E as águas enchem o mar.   

6- Neste dia, neste dia/ O Senhor estenderá/ Sua mão libertadora/ 

Pra seu povo resgatar/ Estandarte para os povos/ O Senhor levantará/ 
A seu povo, a sua Igreja/ Toda a terra acorrerá.  

  5.  O Senhor está pra chegar

O Senhor está pra chegar,
já se cumpre a profecia;
o seu Reino então será liberdade e alegria.
E as nações, enfim, recebem, salvação a cada dia.

DAS ALTURAS ORVALHEM OS CÉUS, 
E DAS NUVENS, QUE CHOVA A JUSTIÇA, 
QUE A TERRA SE ABRA AO AMOR 
E GERMINE O DEUS SALVADOR!  (BIS)    
Vem de novo restaurar-nos. 
De que lado estará?
Indignado contra nós? E a vida, não darás?
Salvação e alegria, outra vez não trarás?  

Escutemos sua Palavra: é de paz que vai falar.
Paz ao povo e aos seus fiéis,
a quem dele se achegar.
Está perto a salvação e a alegria vai voltar.

6. Ó vem, Senhor
Ó vem, Senhor, não tardes mais! 
Vem saciar nossa Sede de Paz!   

1.   Ó vem, como chega a brisa do vento, 
Trazendo aos pobres justiça e bom tempo!  
2.   Ó vem, como a chuva no chão   
Trazendo fartura de vida e de pão!  
3.   Ó vem, como chega a luz que faltou   
Só tua palavra nos salva Senhor!  
4.   Ó vem, como chega a carta querida   
Bendito carteiro do Reino da Vida!  
5.   Ó vem, como chega o filho esperado   
Caminha conosco Jesus Bem amado!  
6.   Ó vem, como chega o Libertador   
Das mãos do inimigo nos salva Senhor

Período do Advento
O tempo do Advento abrange quatro semanas.
Em 2014, o Advento começa no domingo, 01 de dezembro, e se prolonga até a tarde do dia 24 de dezembro, quando começa propriamente o Tempo de Natal.
Podemos distinguir dois períodos.

No primeiro deles, que se estende desde o primeiro domingo do Advento até o dia 16 de dezembro, aparece com maior relevo o aspecto escatológico e nos é orientado à espera da vinda gloriosa de Cristo. As leituras da Missa convidam a viver a esperança na vinda do Senhor em todos os seus aspectos: sua vinda ao fim dos tempos, sua vinda agora, cada dia, e sua vinda há dois mil anos.

No segundo período, que abarca desde 17 até 24 de dezembro, inclusive, se orienta mais diretamente à preparação do Natal. Somos convidados a viver com mais alegria, porque estamos próximos do cumprimento do que Deus prometera. Os evangelhos destes dias nos preparam diretamente para o nascimento de Jesus.
Com a intenção de fazer sensível esta dupla preparação de espera, a liturgia suprime durante o Advento uma série de elementos festivos. Desta forma, na Missa já não rezamos o Glória. Se reduz a música com instrumentos, os enfeites festivos, as vestes são de cor roxa, a decoração da Igreja é mais sóbria.

Todas estas coisas são uma maneira de expressar que, enquanto dura nosso peregrinar, nos falta algo para que nosso gozo seja completo. E quem espera, é porque lhe falta algo. Quando o Senhor se fizer presente no meio do seu povo, haverá chegado a Igreja à sua festa completa, significada pela Solenidade do Natal.

Temos quatro semanas nas quais de domingo a domingo vamos nos preparando para a vinda do Senhor.

A primeira das semanas do Advento está centralizada na vinda do Senhor no final dos tempos. A liturgia nos convida a estar em vigília, mantendo uma especial atitude de conversão.

A segunda semana nos convida, por meio do Batista a “preparar os caminhos do Senhor”; isso é, a manter uma atitude de permanente conversão. Jesus segue chamando-nos, pois a conversão é um caminho que se percorre durante toda a vida.

A terceira semana preanuncia a alegria messiânica, pois já está cada vez mais próximo o dia da vinda do Senhor.

Finalmente, a quarta semana nos fala do advento do Filho de Deus ao mundo. Maria é figura central, e sua espera é modelo e estímulo da nossa espera.

Leituras bíblicas do Advento
Quanto às leituras das Missas dominicais, as primeiras leituras são tomadas de Isaías e dos demais profetas que anunciam a Reconciliação de Deus e, a vinda do Messias.
Nos três primeiros domingos se recolhem as grandes esperanças de Israel e no quarto, as promessas mais diretas do nascimento de Deus.
Os salmos responsoriais cantam a salvação de Deus que vem; são orações pedindo sua vinda e sua graça.
As segundas leituras são textos de São Paulo ou das demais cartas apostólicas, que exortam a viver em espera da vinda do Senhor.

De 16 a 24 de dezembro costuma-se fazer a Novena de Natal para preparar mais especificamente as festas do Natal.


Os temas  e a Coroa do Advento
São quatro os temas que se apresentam durante o Advento:

I Domingo
A vigilância na espera da vinda do Senhor. Durante esta primeira semana as leituras bíblicas são um convite com as palavras do Evangelho: “Vigiem e estejam preparados, pois não sabem quando chegará o momento”. É importante que, como uma família, tenhamos um propósito que nos permita avançar no caminho ao Natal; por exemplo, revisando nossas relações familiares. Como resultado deveremos buscar o perdão de quem ofendemos e dá-lo a quem nos tem ofendido para começar o Advento vivendo em um ambiente de harmonia e amor familiar. Desde então, isto deverá ser extensivo também aos demais grupos de pessoas com as quais nos relacionamos diariamente, na escola, no trabalho, com os vizinhos. Esta semana, em família da mesma forma que em cada comunidade paroquial, acenderemos a primeira vela da Coroa do Advento, de cor roxa, como sinal de vigilância e desejo de conversão.

II Domingo
A conversão, nota predominante da pregação de João Batista. Durante a segunda semana, a liturgia nos convida a refletir sobre a exortação do profeta João Batista: “Preparem o caminho, Jesus chega”. Qual poderia ser a melhor maneira de preparar esse caminho que busca a reconciliação com Deus? Na semana anterior nos reconciliamos com as pessoas que nos rodeiam; como próximo passo, a Igreja nos convida a buscar o Sacramento da Reconciliação (Confissão) que nos devolve a amizade com Deus que havíamos perdido pelo pecado. Acenderemos a segunda vela roxa da Coroa do Advento, como sinal do processo de conversão que estamos vivendo.
Durante esta semana vamos buscar nas diferentes igrejas mais próximas, os horários de confissões disponíveis,e participar deste sacramento,  para quando chegar o Natal, estejamos bem preparados interiormente, unindo-nos a Jesus e aos irmãos na Eucaristia.

III Domingo
O testemunho, que Maria, a Mãe do Senhor, vive, servindo e ajudando ao próximo. A sexta-feira anterior a esse Domingo é a Festa da Virgem de Guadalupe, e precisamente a liturgia do Advento nos convida a recordar a figura de Maria, que se prepara para ser a Mãe de Jesus e que além disso está disposta a ajudar e a servir a todos os que necessitam. O evangelho nos relata a visita da Virgem à sua prima Isabel e nos convida a repetir como ela: “quem sou eu para que a mãe do meu Senhor venha a visitar-me?"
Sabemos que Maria está sempre acompanhando os seus filhos na Igreja, pelo que nos dispomos a viver esta terceira semana do Advento, meditando sobre o papel que a Virgem Maria desempenhou. Vivemos a devoção a Maria, rezando o Terço em família. Acendemos como sinal de esperança alegre a terceira vela, de cor rosa, da Coroa do Advento.

IV Domingo
O anúncio do nascimento de Jesus feito a José e a Maria. As leituras bíblicas  dirigem seu olhar à disposição da Virgem Maria, diante do anúncio do nascimento do Filho dela e nos convidam a “aprender de Maria e aceitar Cristo que é a Luz do Mundo”. Como já está tão próximo o Natal, nos reconciliamos com Deus e com nossos irmãos; agora nos resta somente esperar a grande festa. Como família devemos viver a harmonia, a fraternidade e a alegria que esta próxima celebração representa. Todos os preparativos para a festa deverão ser marcados com o firme propósito de aceitar a Jesus nos corações. Acenderemos a quarta vela da Coroa do Advento, de cor roxa.




Em seguida, feita a preparação, vem o Natal, festa de Luz, de Vida, de Salvação, pois o Menino que nasce, Jesus, é o Deus conosco, o Emanuel!