6 de agosto de 2012

"São" ou "Santo"?

Antonio José Ferreira pergunta:
Por que alguns santos aparecem com o invocativo "São" e outros "Santo"?
Os invocativos “são” e “santo”, causam, às vezes, uma certa confusão.
Segundo os dicionários Houaiss e Aurélio usa-se "santo" diante de nomes que iniciam por vogal ou h (Santo Inácio, Santo Hipólito) e "são" diante de nomes iniciados por consoantes (São Paulo, São Benedito). Já os nomes de santas, vêm sempre com o invocativo "santa" (Santa Inês, Santa Brígida, Santa Maria, Santa Rita, Santa Paulina). Paulinas dispõe de uma página na internet intitulada "Santo do Dia" - http://www.paulinas.org.br/diafeliz/santo.aspx  e de um libro  intitulado: Os Santos de cada dia.  Conheça.

31 de maio de 2012

A vida religiosa está em crise? (Paula S.)

Paula, muito oportuna sua pergunta. Fomos buscar numa pessoa experiente em vida religiosa, a resposta à sua questão. Trata-se do Pe. Alfredo Gonçalves, sc. Ele fala de crise ou encruzilhada. Veja

Permitam-se insistir no binômio - Vida religiosa: Crise ou encruzilhada -  para avançar a ideia de que a Vida Religiosa (VR) não está em crise, mas numa encruzilhada. O mesmo se poderia dizer, por exemplo, da Teologia da Libertação (TdL) e da “opção preferencial pelos pobres”, das CEBs como Igreja de Base, das Pastorais e Movimentos Sociais... Enfim de todas as forças que, de uma forma o de outra forma, “mexem” com as questões sociopolíticas e apontam um horizonte de novas alternativas. Mas neste espaço vamos nos restringir à VR, com ligeiras alusões a outros campos de atuação pastoral.
1.      Crise
Neste contexto, entendo por crise um período de abatimento e escuridão. Sinônimos disso podem ser, entre outras, as noções de perplexidade, desânimo, desencanto e apatia, tendência para a inércia paralizante. Em alguns casos mais agudos, o desespero pode bater à porta e prostrar definitivamente qualquer tipo de iniciativa. Toda crise – seja ela de ordem pessoal ou familiar, quanto comunitária ou institucional – costuma levar-nos ao “berço ou ao colo da mãe”. Por mais crescidos e amadurecidos que sejamos, jamais nos esquecemos dos braços protetores da infância. É o momento em que o pranto inunda o coração, a desilusão entorpece os membros e as lágrimas obscurecem qualquer tipo de reação. A crise, em seu primeiro impacto, nos deixa cegos e surdos a todo apelo vindo de fora.
Três testemunhos bíblicos podem ilustrar essa passagem dolorosa pelo reino das trevas. Comecemos com o profeta Elias. Após caminhar longamente pelo deserto, bate-lhe o cansaço e a crise. As exigências e desafios da missão o prostram, levando-o a um sono que mais parece o repouso da morte: “Sentou-se debaixo de uma árvore e desejou a morte, dizendo: ‘Chega, Javé! Tira a minha vida, porque eu não sou melhor que os meus pais’. Deitou-se debaixo da árvore e dormiu (1Rs 19, 4-5).
Passemos ao profeta Jonas. Trata-se de um especialista em driblar a missão a que é enviado em Nínive: converter a cidade dos pagãos ninivitas, inimigos número um de Israel. Cidade que é a verdadeira morada do pecado. Nacionalista doentio e determinado, Jonas foge do rosto de Deus para se esquivar da cidade maldita. A fuga, tanto quanto a mentira, depois de iniciada terá que ser mantida. A tempestade em alto mar, reflexo de uma mente perturbada e de um coração angustiado, leva o profeta a lançar-se nas águas profundas. Não tendo mais para onde escapar, foge de si mesmo, sendo engolido por um peixe . Símbolo clássico do retorno consciente ou inconsciente ao ventre materno. A crise o leva a anular-se completamente, a ponto de desejar nem sequer ter nascido (Jn 1 – 2,2).
Por fim, o profeta Jeremias. De todos, é o mais explícito na manifestação dramática da crise que o toma por completo: “Maldito seja o dia em que nasci. Que jamais seja bendito o dia em que minha mãe me deu à luz! Maldito o homem que levou a notícia a meu pai, dizendo: ‘nasceu um filho homem para você!’, enchendo-o de alegria. Que essa pessoa sofra igual às cidades que Javé destruiu sem compaixão; ouça gritos pela manhã e rumores de guerra ao meio-dia. Por que não me fez morrer no ventre materno? Minha mãe teria sido a minha sepultura, e seu ventre estaria grávido para sempre! Por que saí do ventre materno? Só para ver tormentos e dores, e terminar meus dias na vergonha?” (Jr 20,14-18).
A lista poderia prolongar-se com outras personagens, tais como Abraão e Jacob, Moisés e Isaías, Maria e Isabel, Pedro e Paulo e até o próprio Jesus em Nazaré e no Getsêmani. É o momento da queda, da dúvida, das perguntas que brotam do mais íntimo da experiência humana. Perguntas momentaneamente sem resposta, sem remédio e sem solução. Inquietudes que emergem na noite escura, das entranhas mais recônditas, dos cantos selvagens e desconhecidos da alma. Poderíamos nos remeter, ainda, às experiências místicas de São João da Cruz ou de Santa Tereza D’Ávila, entre tantas outras. Numa palavra, trata-se do lado negativo da crise.
2.      Encruzilhada
A crise, porém, qualquer que seja, é notoriamente ambígua. A ambiguidade é um dos ingredientes constitutivos de toda prostração. Diz o ditado que, a exemplo do vaso, é na queda que o ser humano revela sua resistência. Encruzilhada aqui é o momento de enxugar as lágrimas, aliviar o peito e erguer a cabeça. Como nos lembra a canção popular, “levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”. Hora de partir para outra! Nesta perspectiva, a encruzilhada pressupõe um duplo contexto: bifurcação de caminhos, por parte da realidade objetiva; escolha e novas opções, por parte dos protagonistas. Passada a cegueira e a surdez do impacto mais crítico, novos horizontes se abrem. Ao lado negativo da crise, sobrepõe-se seu lado positivo.
De fato, se é verdade que a crise leva ao berço, ao colo da mãe ou até ao anular-se no seu ventre, a encruzilhada aponta para a fronteira. No primeiro instante, o medo, o fracasso e a impotência procuram um refúgio oculto de tudo e de todos, paralisam a ação ou reação. Depois, com os olhos desanuviados, os membros retomam seu vigor e o caminho recomeça. A encruzilhada é o trampolim para transpor limites, buscar a superação de cada obstáculo. Neste sentido, a crise, embora possa deixar os fracos irremediavelmente no berço, costuma levar os fortes a novas fronteiras. È terreno fecundo, deserto fértil, escuridão pontilhada de estrelas. Um parto e um desafio ao crescimento. Convém não esquecer, contudo, que todo nascimento e crescimento ocorrem em meio à dor.
Voltemos aos três exemplos bíblicos. No caso de Elias, diz o texto que, em meio ao sono, “um anjo o tocou e lhe disse: ‘levanta-te e come’. O profeta abriu os olhos e viu bem perto da cabeça um pão assado sobre pedras quentes e uma jarra de água. Comeu, bebeu e deitou-se outra vez. Mas o anjo de Javé o tocou de novo e lhe disse: ‘levanta-te e come, pois o caminho é superior às tuas forças’. Elias levantou, comeu, bebeu, e, sustentado pela comida, caminhou quarenta dias e quarenta noites até o Horeb, a montanha de Deus” (1Rs 19, 5-8). O profeta passa da crise à encruzilhada. Mas o faz não pelas próprias forças. O anjo de Deus o ajuda a reerguer-se e a pôr-se em marcha. Vale aqui a pergunta: em nossas crises pessoais ou coletivas, quantas vezes não contamos com o toque de um ano de Deus? Um amigo ou amiga, um formador ou formadora, uma situação flagrante de injustiça... Enfim, algo ou alguém que nos desperta da letargia, nos sacode, nos nutre com uma palavra de ânimo e nos mostra o caminho. Uma luz que brilha em meio à escuridão!
Em Jonas não se fala de anjo, mas de uma oração profunda, ao mesmo tempo atormentada e esperançosa: “Na minha angústia invoquei a Javé, e ele me atendeu. Do fundo do abismo pedi tua ajuda, e ouviste a minha voz. Jogaste-me nas profundezas, no coração do mar, e a torrente me envolveu. Passaram sobre mim as tuas ondas e vagas. Então pensei: ‘eu fui expulso para longe dos teus olhos; nunca mais poderei admirar a beleza do teu santo Templo’. Eu estava cercado de água até o pescoço, o abismo me rodeava, um lodo se agarrava à minha cabeça. Desci até as raízes das montanhas, a terra se fechava sobre mim para sempre. Mas tu retiraste da fossa a minha vida, Javé, meu Deus” (Jn 2, 3-7). Desse reencontro com Deus e consigo mesmo, resulta um renascimento: “Então Javé mandou que o peixe vomitasse Jonas em terra firme” (jn 2, 11). Do berço e do desespero, o profeta avança para a encruzilhada ou a fronteira, justamente a cidade de onde havia fugido, Nínive.
Jeremias, por sua vez, tem uma trajetória mais complexa. Carrega uma experiência interior tão marcante que o resgate de seu ardor missionário como que precede a própria crise. “Tu me seduziste, Javé, e eu me deixei seduzir. Foste mais forte do que eu e venceste” (Jr 20, 7a). A motivação é forte demais para que a crise o deixe prostrado por terra, ainda que se veja perseguido o tempo todo: “Sirvo de piada o dia todo e todo mundo caçoa de mim. Quando falo é aos gritos, clamando: ‘Violência, opressão!’ A palavra Javé ficou sendo para mim motivo de vergonha e gozação o dia todo. Eu me dizia: ‘Não pensarei mais nele, não falarei mais no seu nome’. Era como se houvesse no meu coração um fogo ardente, fechado em meus ossos. Estou cansado de suportar, não agüento mais!” O “fogo ardente” que incendeia seu coração faz lembrar o episódio dos discípulos de Emaús: “Não estava o nosso coração ardendo quando ele nos falava pelo caminho e nos explicada as Escrituras?” (Lc 24, 32). Em ambos os casos, o toque do anjo ou a lembrança do Ressuscitado bastou para dar asas a seus pés.
3.      Fonte de água viva
Com base nos itens acima – crise e encruzilhada -  conclui-se que a Vida Religiosa sofre no corpo e na alma a ambiguidade desse binômio. Em meio a uma Igreja que, por vezes, parece utilizar as celebrações do cinquentenário do Concílio Ecumênico Vaticano II, não para avançar em suas propostas, mas para neutralizar sua força inovadora, a VR vê-se dilacerada por dúvidas e perguntas, incertezas e inquietudes.  Se é verdade que o Vaticano II representou um sopro do espírito pelas janelas abertas da Igreja, sangue novo no organismo com sinais de esclerose, oxigênio primaveril numa instituição com risco de caminhar para o outono, também é certo que, ao completar 50 anos, muitos setores da Igreja pretendem ignorar a veemência profética de seus documentos.
Resulta que não poucas Congregações  oscilam atualmente entre o berço e a fronteira. Nota-se, entretanto, que o pêndulo se desloca com maior força para a fronteira. Constata-se isso numa série de “re” que hoje entra na pauta de qualquer encontro sobre o VR: re-fundação, re-novação, re-estruturação, re-definição...  O mesmo se pode dizer da expressão “fidelidade criativa”, tão frequente nos corredores, salas e casas de muitas Congregações. Para usar um ditado popular, grande parte dos religiosos e religiosas deixou de “lamentar o leite derramado”, levantou a cabeça, abriu os olhos, oxigenou o coração, passando a vislumbrar as alternativas possíveis em meio à crise/encruzilhada. Ou seja, encontram-se decididamente na segunda fase do binômio. Começam a ver com certa clareza que os caminhos se bifurcam e exigem novas opções. Mais ainda: vão se dando conta que, no fundo, centenas e milhares de iniciativas populares já apontam caminhos novos e diferentes. Alternativas, tais como, a economia solidária, os desafios do meio ambiente, a necessidade de novas relações, a fecundidade da vida inserida, a presença nos porões mas inóspitos da sociedade, o valor dos pequenos gestos, o entrelaçamento entre os desafios locais e a perspectiva das transformações globais...
Em se tratando da VR, uma tríplice fonte nutre e fortalece a passagem da crise à encruzilhada: o seguimento de Jesus Cristo, o carisma do fundador(a) e o clamor dos pobres e excluídos. Mas pode haver uma armadilha oculta nesse ato de voltar-se para o Evangelho, para a trajetória da Congregação e para a realidade que nos rodeia. A armadilha é fazer da fonte um museu ou um folclore e passar a viver das glórias do passado. Em momentos de crise, o saudosismo pode insinuar-se como ratoeira tentadora. Vale, a esse respeito, definir o que se entende por seguimento – de Jesus, do fundador(a), em vista do serviço aos pobres.
Seguir não é imitar, mas recriar. A própria espiritualidade da Imitação de Cristo (Tomaz Kempis), tão reeditada e divulgada, explícita ou implicitamente, reconhece essa necessidade de transpor os limites da simples repetição daquilo que fizeram os antepassados. Imitar pode ser a forma mais ingênua de trair, pois os desafios históricos se renovam dia-a-dia. É a via rápida e imediata de multiplicar gestos que, não raro, sofrem de um anacronismo notório e escandaloso. Recriar para os desafios atuais a Boa Nova do Evangelho e o carisma de uma Congregação torna-se uma via muito mais lenta, longa e laboriosa. Exige atenção permanente aos “sinais dos tempos”, leitura atualizada da realidade e respostas que envolvam os verdadeiros protagonistas da história, as camadas de baixa renda e excluídas, os pobres do Evangelho.
A crise ainda nos deixa perplexos e prostrados, sem dúvida, mas para muitas Congregações se abrem as janelas da encruzilhada. Que o diga, por exemplo, o lema De olhos fixos em Jesus da Conferência Nacional dos Religiosos do Brasil (CRB); o trabalho de re-visitar os fundadores e fundadoras das respectivas Congregações; e, por fim, mas não em último lugar, as novas experiências de inserção que revitalizam a “opção preferencial pelos pobres”. Que o diga, igualmente, a teimosia com que se põe em marcha o trem das CEBs; o aprofundamento da Teologia da Libertação, incorporando novos elementos teóricos; a insistência e resistência das Pastorais e Movimentos Sociais, não obstante a criminalização das organizações de base por parte de amplos setores da sociedade.

27 de abril de 2012

Pode um deficiente mental receber a comunhão eucarística? (Maria Lúcia)

Maria Lúcia,
recentemente, na Itália, um Padre negou a comunhão a um menino deficiente de dez anos que sofre de uma grave deficiência mental. O menino não seria, segundo o sacerdote, capaz de compreender o mistério da Eucaristia.
A decisão de Piergiorgio Zaghi, pároco de Porto Garibaldi, em Ferrara, na Itália, que havia falado sobre isso em uma homilia, dividiu os paroquianos e provocou um forte debate. Os leigos da cidade condenaram o comportamento do sacerdote, enquanto os paroquianos se dividiram entre aqueles que se dizem próximos à escolha do pároco (lembrando também o fato de que os pais estão divorciados e não o acompanham continuamente à missa e à catequese) e aqueles que estão mais perplexos, referindo-se também ao apelo do papa para garantir a Eucaristia, na medida do possível, mesmo aos deficientes mentais.
"É incrível que essas coisas aconteçam". O Pe. Andrea Gallo não usa meias palavras ao comentar a notícia do pároco da província de Ferrara que pulou na fila da Eucaristia um menino com limitação mental. A comunhão é um "momento altíssimo", em que "o corpo de Jesus é 'partido' para todos, em que se diz do sangue 'bebam todos'", explica Pe. Gallo. "Tomemos o exemplo das primeiras comunidades cristãs: naquela época não havia a hóstia, mas sim o pão que justamente se partia para todos. Nesse gesto, as migalhas que restavam eram também dadas a todos os presentes. E, depois, este menino também havia participado da catequese".
Segundo o Pe. Gallo, "mesmo que o menino tivesse dificuldade para engolir, esse problema poderia ser superado, imagine... Ele andava em um corpo martirizado, sofredor. Quem pode dizer qual é a verdadeira e real  linguagem e compreensão de um deficiente? Às vezes, eles falam com um gesto, com os olhos".
O Pe. Gallo encontra "deficientes mentais todos os dias. Eles falam com os olhos, com pequenos gestos. O pároco diz que era importante entender se o menino intuía a dimensão do sacramento? Eu só estou dizendo que não se podia excluí-lo com esse gesto. Quem me diz, ao contrário, que aqueles que fazem a comunhão a entendem? Pode acontecer, até mesmo comigo, que a fé possa vacilar: mas depois eu me confio a Jesus, porque o amor não exclui ninguém. Como reparar este dano? dando-lhe o pão, pondo-o no centro, fazendo-o entender que ele não está excluído de nada".
Para o Pe. Giovanni Ramonda, responsável da Comunidade João XXIII, fundada pelo Pe. Benzi, "como a uma criatura predileta pelo Senhor é negado o seu corpo e o seu sangue. Fiquemos atentos para não filtrar os mosquitos e engolir os camelos. Como dizia o Pe. Benzi, os deficientes são 'anjos crucificados'".
O episódio foi definido como "absurdo, não apenas no plano ético, mas principalmente no que diz respeito aos direitos fundamentais reconhecidos às crianças", diz o sociólogo Antonio Marziale, presidente do Observatório dos Direitos dos Menores. "Estou transtornado com o episódio – disse – que denuncia um estado de obscurantismo cultural digno do pior da Idade Média". A decisão foi duramente criticada também pela associação de católicos progressistas Nós Somos Igreja. "Em Porto Garibaldi – disse o coordenador regional Giuliano Bianco – tem-se a impressão de que a Igreja perdeu de vista a presença real de Cristo na Eucaristia: quem sonharia em proibir a uma mãe e a um pai, que levam o seu filhinho, incapaz de entender e de querer, diante da presença de Jesus de se aproximar, de tocar e de receber o Salvador?".

O ''sim'' do papa aos deficientes
Bento XVI, na exortação apostólica de 2007 Sacramentum Caritatis apaga qualquer dúvida sobre a comunhão dos deficientes.
A nota é de Giacomo Galeazzi, publicada no blog Oltretevere, 12-04-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
O santo papa Pio X havia fixado uma idade limite para a primeira comunhão: pode receber a Eucaristia quem é capaz de distinguir o Pão de Deus do pão material. E, por isso, é melhor esperar os 9-10 anos para administrar o sacramento, mesmo que a Igreja Católica jamais condenou a prática consolidada nas comunidades orientais de conceder a comunhão logo depois do batismo, ou seja, a bebês recém-nascidos.
Bento XVI, na exortação apostólica de 2007 Sacramentum Caritatis, apaga todas as dúvidas. "Seja garantida também a comunhão eucarística, na medida do possível, aos deficientes mentais, batizados e crismados: eles recebem a Eucaristia na fé também da família ou da comunidade que os acompanha", esclarece Joseph Ratzinger, pontífice teólogo e pastor. E o "na medida do possível" se refere a uma possibilidade física, não mental (por exemplo, se os deficientes conseguem engolir e ingerir a hóstia ou não).

11 de abril de 2012

Retirar o crucifixo das repartições públicas?


 Rute Costa pergunta: por que querem tirar o crucifixo das repartições públicas, tribunais....?

Joel Pinheiro da Fonseca, mestrando em Filosofia, é diretor da revista cultura Dicta&Contradicta, Gazeta do Povo – PR, escreveu muito bem sobre isso num artigo intitulado "O crucifixo no banco dos réus".
Acredito que aqui, Rute, você encontre uma bonita resposta. Eis o texto:
"Estão tirando os crucifixos dos tribunais. Tudo em nome do Estado laico. Não sou jurista; não sei dizer se o crucifixo viola nossa legislação. Proponho, então, analisar o conceito de Estado laico e comparar diferentes aplicações possíveis dele à luz da razão.
Estado laico é aquele que não tem vínculos institucionais com nenhuma religião e que é regido por leis cuja autoridade não se deriva de nenhum artigo de fé. Isso convive muito bem com expressões de fé, pois o Estado pode reconhecer que diversas crenças são socialmente positivas e de acordo com os valores do próprio Estado, e assim acolhe suas manifestações. o caso dos EUA, primeiro Estado laico e que mantém uma estrita separação entre governo e igrejas: lá não se vê contradição entre a laicidade e o fato do presidente participar de orações públicas (embora em outras áreas um secularismo mais raivoso esteja ganhando espaço). Obama, no último National Prayer Breakfast, afirmou que sua fé cristã está por trás de suas visões sobre a economia. Nada disso compromete a Constituição ou a total isenção dos tribunais.
O Estado laico benevolente reconhece sua própria história e tradições, sem por isso torná-las normativas. A fé ou ausência dela é uma questão individual que naturalmente transborda para a arena pública. Impedir esse movimento natural é impedir que os homens vivam de acordo com suas crenças.
A alternativa ao laicismo harmônico é o antagônico. Para esse Estado laico (ou seria ateu?), a religião não existe e não deve chegar perto dele. Portanto, tirem-se os crucifixos dos tribunais. Abolam-se também os feriados religiosos – Páscoa e Natal inclusos, claro – bem como o descanso de domingo. Mudemos os próprios nomes dos dias da semana, que, em português, seguem a nomenclatura dada pela Igreja; criemos nomes laicos. Tiremos também as marcas não cristãs, como a estátua da Justiça personificada com sua balança, que nossa sociedade, quando era oficialmente cristã, nunca fez questão de erradicar, mas que é inaceitável para o novo ideal de laicidade. Criemos a ficção de que a cultura e as instituições públicas sejam perfeitamente separáveis.
Voltando à sanidade, há bons motivos para o crucifixo figurar no tribunal? Há. O primeiro é que nossa sociedade é, histórica e atualmente, cristã. Seus símbolos são parte de nossa cultura. Isso não impede, inclusive, que símbolos de outras religiões também integrem o tribunal de uma região em que sejam relevantes.
Ademais, nossa tradição jurídica passa pelo cristianismo e pela Igreja Católica. Nossas ideias de justiça e de que todos os seres humanos são iguais, independentemente de raça, sexo ou classe social, têm origem cristã. Também não foram poucos os esforços da Igreja romana em substituir os verdadeiramente bárbaros julgamentos por ordália (os famosos testes de inocência ou culpa que dependiam de algum efeito natural) dos povos convertidos pelo julgamento racional com evidências e testemunhas. E por mais incrível que pareça, os tribunais eclesiásticos foram pioneiros em coibir a confissão sob tortura.
Nada disso nega ou diminui a importância do direito romano, originado numa civilização não cristã, e cujos símbolos continuam a povoar nossos tribunais e a colorir nosso mundo jurídico. Por essas e outras influências, aqui estamos nós e nossas instituições. Por que não celebrar sua história e seu presente?
Há quem veja no crucifixo um fator ofensivo a não cristãos. Supondo que alguém de fato se ofenda, isso revela mais sobre ele, e sobre a fragilidade vaidosa que nossa sociedade tem cultivado, do que sobre o crucifixo. A Justiça brasileira já não depende da fé cristã para que aceitemos seus critérios. Ir além disso e retirar o símbolo da religião que se coaduna a esses critérios é exigir que toda uma cultura se apague só para que eu não seja, em momento algum, lembrado da existência de credos que não professo.
O Estado laico não precisa ser inimigo da religião, e nem precisa fingir que ela não existe. Faz todo sentido que os crucifixos estejam nos tribunais, embora não seja nenhum crime contra a humanidade se eles não estiverem. Que isso tenha virado questão é mais sério, por ilustrar o caráter beligerante de nosso secularismo, do que a questão em si."
O que mais podemos acrescentar?

5 de março de 2012

Exorcismo, o que é?

Preciso de informações sobre exorcismo na igreja católica apostólica romana, se existem padres que façam e onde encontrá-los. Aguardo uma resposta. Obrigada.
Maria Cristina L. de Q.

Em primeiro lugar, o que é exorcismo?
O termo exorcismo (em grego: exorkismós, "ato de fazer jurar", em latim: exorcismu) designa o ritual executado por uma pessoa devidamente autorizada para expulsar espíritos malignos (ou demônios) de outra pessoa que acredite estar num estado de possessão demoníaca. Pode também designar o ato de expulsar demônios por intermédio de orações.
Jesus praticou o exorcismo. Veja por exemplo, no Evangelho de Marcos (Mc 1,21-28), quando Jesus cura um endemoninhado. Entre os gadarenos (Mc 5, 1-29)  ele expulsa uma legião de demônios que possuiam um homem. Noutra ocasião (Mc 9,14-29), Jesus expulsou de um menino, um "espírito mudo" que quando o apanhava, o menino espumava, rangia os dentes, caia por terra agitando-se. Jesus o libertou e os discípulos perguntaram-lhe: "Por que  nós não conseguimos expulsá-lo?" Jesus disse-lhes: "Esta espécie de demônios só se expulsa com jejum e oração".
Bem diferente é o caso de doenças, sobretudo psíquicas, como histeria, mania, psicose, epilepsia, esquizofrenia ou transtorno dissociativo de identidade. 
Há que se dintinguir o que é possessão e o que é doença. Por isso, quando surge um possível caso de possessão diabólica, a Igreja faz um processo de investigação. É necessário  primeiro esclarecer se a pessoa sofre de algum problema de saúde mental, e todas as hipóteses humanas são investigadas. Constatado que se trata realmente de um caso de possessão verdadeira, a Igreja indica um exorcista.
Exorcista
Em 1973, foi produzido um filme adaptado do livro de William P. Bletty, de 1971, o qual fala de um padre que exorcisou um demônio que possuiu uma garota. O fime ganhou cinco sequencias ao longo dos anos, seu título é O Exorcista.
Como aparece no filme,  exorcista é "o que expulsa espíritos maus". Do grego, exorkismos, significa "expulsão".

 Principal causa de possessão
Padre Gabriele Amorth, sacerdote mundialmente conhecido com o lançamento de sua obra 'Um exorcista conta-nos', em 1990, diz que "a falta de fé é a principal causa do aumento do poder satânico no mundo atual. Examinando toda a história do Antigo Testamento, a história de Israel, quando se abandona Deus, entrega-se à idolatria. É matemático, quando se abandona a fé, entregamo-nos à superstição. Isto acontece em nossos dias, no mundo ocidental".

Sacerdotes exorcistas
Existem sacerdotes exorcistas. A melhor forma de encontrá-los é procurar informação junto ao pároco da comunidade que você frequenta.

Ritual de Exorcismos


Sugestões de leitura
Jesus milagreiro e exorcista
Luis Schiavo e Valmor da Silva
Jesus foi o maior milagreiro de sua época. Os Evangelhos contêm mais de 200 referências à atividade milagrosa de Jesus: seis histórias de exorcismos, 17 diferentes histórias de curas, incluindo ressurreições de mortos, e oito assim chamados milagres da natureza.
Jesus, milagreiro e exorcista apresenta Jesus como homem preocupado com a saúde integral - física, psicológica, social, intelectual e espiritual - das pessoas. Isso explica por que ele realizou tantas curas e exorcismos.
  



Luís Schiavo
Valmor da Silva

- Jesus exorcista
Irineu Rabuske
O problema da possessão demoníaca e das práticas exorcistas readquire vigor e atualidade. Prova disso é a expulsão de demônios praticada por grupos e seitas, que se baseiam em uma compreensão fundamentalista do texto bíblico. Assim, o objetivo deste livro é analisar a atividade pública do Jesus histórico que consiste em libertar as pessoas oprimidas por espíritos impuros.
Nos evangelhos sinóticos atesta-se que Jesus imprimiu um significado especial em seus exorcismos: eles são o sinal de que o Reino de Deus está se aproximando.   

1 de março de 2012

Um marginal é meu irmão?

Como posso compreender e admitir que um marginal seja meu irmão? (Lucas, São Luis/Ma)

Sua pergunta, Lucas,  nos remete a uma interessante reflexão. Esta reflexão me faz lembrar o texto do conhecido Padre Zezinho, scj. Leia-a e creio, vai ajudá-lo.

Nosso irmão, o caramujo Pe. Zezinho, scj

O menino Tony, de seis anos, era cheio de perguntas filosóficas. Um dia, agachado, a olhar um caramujo na horta, perguntou à mãe:
- A sra. sabia que Deus criou este caramujo? A mãe disse que sim. E ele arrematou:
- Então não podemos matar este caramujo, porque ele é nosso irmão...
É que a mãe havia falado dois dias antes que acabaria com as formigas e os caramujos da horta... E agora? Explicar que há irmãos que podemos matar e irmãos que não podemos matar? Como é que ficaria aquela cabecinha? Levou três dias para convencê-lo que caramujos matam pessoas e não há como mantê-los vivos perto de uma casa. Ela precisava escolher entre seus três filhos e os caramujos... Mas não acabou aí. O Tony agora queria saber porque Deus cria filhos que matam os outros, como o leão, a jibóia, a cobra venenosa e o caramujo doente. Quando Dona Jacy me procurou, rindo, eu lhe disse que as perguntas do seu filho derrotariam todos os pregadores e teólogos de todas as igrejas. Ninguém de nós tem essas respostas. No máximo, poderemos perguntar com ele, mas de maneira mais adulta.
Criou... Esta expressão catequética de todas as religiões que acreditam num Deus Criador, entra na mente do fiel como informação. Mas, se o fiel começar a pensar sobre a importância de ter sido criado, por um Ser Infinito que deu origem a todos os astros e seres que existem, então começa a sentir que, pequeno como é, foi pensado por um Ser Infinito. Ao me criar como indivíduo, e ao nos criar juntos, uns para os outros, Deus criou a unidade e a totalidade. Quando, portanto, eu digo que Deus nos criou, estou me colocando dentro do concerto da criação, e faço parte do mesmo projeto de Deus, do qual também faz parte o molusco, o verme, a baleia, a foca, o cisne, a águia, o cavalo e outros seres não humanos. Também sou irmão dos anjos e dos arcanjos e de qualquer ser que exista em qualquer canto do Universo e em qualquer "ângulo" do Céu, que por sinal, não tem nem ângulos, nem esquinas.
Sou também irmão de um ser humano inteligente e amoroso, da mesma forma que sou irmão de um ser humano pecador e cruel. Deus criou a todos. Em algum momento da jornada, as pessoas e os animais se modificam, mas foi Deus quem os criou. Ele poderia destruir o primeiro sujeito que desobedecesse a sua lei, mas continua criando esta pessoa. O Deus que nos criou aposta em nós. Por isso, além de Criador, Deus é educador e formador. Mais do que qualquer ser, Ele aposta em nós. Se não apostasse, nos mataria a cada crime nosso. Se deixa viver o criminoso, o bandido, o assaltante, é porque Deus tem um projeto. Nunca O entenderemos, mas Deus sabe porque faz o que faz.
Se permite que um inocente morra, Ele deve saber porque permite. Esta pessoa amargou uma dor gigantesca, que nós não sabemos explicar, mas Deus deve saber o que fazer com o sofrimento que Ele também não quis. Só que tem que Ele sabe trabalhar esse sofrimento, e nós não. Aí já é um assunto para outra reflexão. Por que Deus não se antecipa sempre? Quem nos criou sabia porque e quando vem o sofrimento e sabe porque continua nos criando e amando o assassino que não O ama nem ama o que Ele criou. Todo o sujeito que mata desafia o Criador. Por isso o seu crime pesa tanto. Caim carregou na fronte este sinal porque foi um desafio ainda maior do que o de Adão e Eva. Por isso, Caim disse que seu castigo era maior do que ele poderia suportar (Gn 4,13). Adão e Eva tentaram se apossar do Bem e do Mal para serem como Deus, mas Caim matou e agiu como quem era maior do que Deus. Decidiu que seu irmão deveria morrer. Desde então todo aquele que mata ou manda matar corre o risco da maldição e de carregar um castigo que não terá como suportar. Brincou de des-criar o que Deus criou...
O ser inteligente que me criou e criou a você, tem um projeto que nunca entenderemos, mas Ele sabe porquê. Para quem tem fé, isto basta. Pensando bem, não é tão humilhante ser irmão de um caramujo. O que nos dignifica não são os irmãos que temos, mas o Criador que nos fez.

O que acontece, Lucas, que em nosso mundo, muita gente, como Caim,  continua a "des-criar" o que Deus criou. Fica difícil aceitarmos que um "marginal" seja nosso irmão. A sociedade muitas vezes marginaliza, condena, exclui e não sabe mais rezar o Pai NOSSO. Esquece que somos todos irmãos.
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31 de janeiro de 2012

Significado dos documentos do Vaticano II

O que significam os documentos do concílio do vaticano segundo para a nossa igreja nos dias de hoje ? Poderíamos afirmar que todos os documentos do Concílio Vaticano II são para os dias de hoje?Sabe por que?
jurandir fernandes vieira

Os assuntos tratados e os documentos publicados pelo Vaticano II são de uma grande atualidade. São como uma grande resposta às interrogações de hoje.
O que significam os documentos deste Concílio? Veja, primeiro, o que disse o Papa João XXIII que iniciou

O Concílio Vaticano II foi aberto em 11 de outubro de 1962 pelo papa João XXIII, e concluiu em 7 de dezembro de 1965, pelo papa Paulo VI. Neste dia o papa João XXIII disse: "Todos os Concílios celebrados na história, tanto os 20 Concílios Ecumênicos, como os inúmeros Provinciais e Regionais, também importantes, testemunham claramente a vitalidade da Igreja Católica e constituem pontos luminosos da sua história." E disse mais o Bom Papa, no seu discurso inaugural:
"Ao lado dos motivos de alegria espiritual, é também verdade que sobre esta história se estende ainda, por mais de 19 séculos, uma nuvem de tristeza e de provações. Não é sem motivo que o velho Simeão manifestou a Maria, Mãe de Jesus, aquela profecia, que foi e permanece verdadeira:  « Este menino está posto para ruína e para ressurreição de muitos, e será sinal de contradição » (Lc 2, 34). E o próprio Jesus, chegando à idade adulta, fixou bem claramente a atitude que o mundo havia de continuar a tomar perante a sua pessoa através dos séculos, ao pronunciar aquelas palavras misteriosas: « Quem vos ouve, a mim ouve » (Lc 10, 16); e com aquelas outras, citadas pelo mesmo evangelista: « Quem não está comigo, está contra mim; e quem não recolhe comigo, desperdiça » (Lc 11, 23).
O grande problema, proposto ao mundo, depois de quase dois milênios, continua o mesmo. Cristo sempre a brilhar no centro da história e da vida; os homens ou estão com ele e com a sua Igreja, e então gozam da luz, da bondade, da ordem e da paz; ou estão sem ele, ou contra ele, e deliberadamente contra a sua Igreja: tornam-se motivo de confusão, causando aspereza nas relações humanas, e perigos contínuos de guerras fratricidas.
Os Concílios Ecumênicos, todas as vezes que se reúnem, são celebração solene da união de Cristo e da sua Igreja, e por isso levam à irradiação universal da verdade, à reta direção da vida individual, doméstica e social; ao reforço das energias espirituais, em perene elevação para os bens verdadeiros e eternos. "
(Se quiser, leia na íntegra o discurso do papa João XXIII e o do papa Paulo VI,  neste blog. No menu: Vaticano II).

Quais são os documentos publicados pelo Vaticano II?
Veja o título dos 16 documentos do Vaticano II  e sobre o que trataram:

Constituições 
Dei Verbum - SOBRE A REVELAÇÃO DIVINA
  Lumen Gentium - SOBRE A IGREJA
  Sacrosanctum Concilium - SOBRE A SAGRADA LITURGIA
  Gaudium et Spes - SOBRE A IGREJA NO MUNDO ATUAL

Declarações  
Gravissimum Educationis - SOBRE A EDUCAÇÃO CRISTÃ
  Nostra Aetate - SOBRE A IGREJA E AS RELIGIÕES NÃO-CRISTÃS
  Dignitatis Humanae - SOBRE A LIBERDADE RELIGIOSA

Decretos
Ad Gentes - SOBRE A ATIVIDADE MISSIONÁRIA  DA IGREJA
Presbyterorum Ordinis - SOBRE O MINISTÉRIO E A VIDA DOS SACERDOTES
Apostolicam Actuositatem - SOBRE O APOSTOLADO DOS LEIGOS
Optatam Totius - SOBRE A FORMAÇÃO SACERDOTAL
Perfectae Caritatis - SOBRE A CONVENIENTE RENOVAÇÃO DA VIDA RELIGIOSA
Christus Dominus - SOBRE O MÚNUS PASTORAL DOS BISPOS NA IGREJA
Unitatis Redintegratio - SOBRE O ECUMENISMO
Orientalium Ecclesiarum - SOBRE AS IGREJAS ORIENTAIS CATÓLICAS
Inter Mirifica - SOBRE OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

(Veja cada um destes Documentos do Vaticano II, em cerca de 12 línguas, entre elas, o português, acessando o Site do Vaticano).

Como vê, os assuntos tratados e os documentos publicados pelo Vaticano II são de uma grande atualidade. São como uma grande resposta às interrogações de hoje.

É preciso que sejam conhecidos e assumidos na vida de nossas comunidades.

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